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Meu verdadeiro eu

Nasce no dia 16 de dezembro de 1991, uma menininha que veio ao mundo para mudar a geração de uma família. Eis, então, que nasce a primeira garota da família, cujo nome foi dado de Miriel. Uma menina que foi muito bem recebida e que durante todo esse tempo recebeu todo amor, carinho e compreensão que precisava.

Uma menina de cor branca, dos cabelos castanho-escuros, dos olhos cor de jabuticaba (como toda família dizia) e da bochecha rosada.

E assim, ela foi crescendo, já tive o cabelo ruivo; hoje em dia tenho cabelo preto, mas os traços e o olhar marcante continuam os mesmos.

Uma garota complicada de lidar, pois desde pequena sempre foi muito “estressadinha” e com uma imensa mania de querer tudo do seu jeito e na sua hora. Uma menina que odeia ouvir “NÃO” ou, então, “DEPOIS”, e que por qualquer coisinha tola já explode e até mesmo chora.

Mas dentro dela também existe uma pessoa muito carinhosa, meiga e capaz de largar todos os seus afazeres e obrigações para ficar ao lado de alguém que ama só para não vê-lo triste ou chorando.

Aquela que adora estar ao lado de todos a quem ama e que apesar do seu jeito está ao lado deles para tudo.

Uma menina que adora passear, falar abobrinhas e entre outras; mas que sabe muito bem a hora em que deve deixar tudo isso de lado e falar seriamente; ou até mesmo, o momento de se calar e não dizer mais nada.

Esta menina hoje já tem 17 anos e está se tornando uma mulher; uma mulher que está atrás de seus objetivos, que sonha cursar uma faculdade, constituir uma família, ter uma vida boa e uma classe digna para que possa dar aos seus futuros herdeiros tudo o que gostariam de ter, e tudo que ela infelizmente por um motivo ou outro não pode obter.

E eis que está tal garota sou eu mesma.

Miriel Separovic Franklin