Projeto Penso, Logo escrevo
No projeto, há oportunidade dos alunos, a cada bimestre, sugerirem temas do próprio interesse para serem discutidos, esses são selecionados diante do planejamento e exposto numa folha específica do projeto. Ao apresentarem as redações, os estudantes são estimulados a realizarem a leitura do texto elaborado aos demais colegas. Nesse momento, cria-se um ambiente propício para a efetiva realização do diálogo de idéias e opiniões, conforme nos lembra Bakhtin (1992, p. 294), “dar lugar à compreensão responsiva ativa do outro.” Ao término do bimestre, os alunos, em duplas, fazem a revisão dos textos produzidos.
O professor orienta sobre o que deve ser observado nessa atividade e um colega colabora com o outro na realização dessa tarefa, deseja-se com essa ação propiciar momento de colaboração, onde um aluno apóie o outro e que a experiência de sentidos compartilhada pela dupla propicie um trabalho mais significativo aos estudantes. A etapa final é a produção da reescrita, em que o próprio aluno faz a revisão, individualmente, antes de entregar a avaliação ao professor.
Desta forma, estimula-se a prática de não apenas escrever textos, mas também de revisá-los com cuidado para uma melhor compreensão da escrita. No último bimestre, os alunos formam grupos e elaboram um boletim informativo com as melhores produções realizadas pela equipe. Os grupos utilizam a sala de informática da escola, digitam os textos selecionados, imprimem os trabalhos e montam uma exposição com eles. Há também a leitura pública das redações selecionadas no projeto, em um evento aberto à comunidade escolar. O projeto foi realizado por dois anos apenas no período noturno.
Em 2006, após a efetivação de parceria com as instituições holandesas: APS (Centro de Aperfeiçoamento das Escolas) e a fundação CEES POT, foi proposto para outros professores e períodos da escola, incorporando novas idéias e sugestões dos demais docentes. A iniciativa estimulou o autor do projeto a iniciar os estudos de pós-graduação e a analisar o processo e o desenvolvimento da produção escrita no “Penso, logo escrevo”.
A Profª Madza Ednir, especialista em mudanças educacionais e pedagoga do CECIP (Centro de Criação de Imagem Popular) foi contratada pela fundação CEES POT para dar assessoria ao grupo de professores participantes do projeto e estimular novas práticas educativas com a implantação do projeto.
Em 2007, além dos alunos imprimirem os trabalhos para serem expostos na 2ª Leitura Pública das Redações do Projeto “Penso, logo escrevo”, muitos grupos publicaram na Internet os boletins informativos produzidos. Aos poucos, estamos colaborando para transformarmos a vida de nossos alunos e o nosso próprio trabalho enquanto educadores, logo, tornando a prática pedagógica mais significativa tanto para alunos quanto para os professores.